quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Uma Página em Branco, faz de um livro cheio um livro incompleto


Uma vida inteira com alegrias, lágrimas, festas, estudos, livros e mais livros.

Foi tudo muito bom, mas eu sentia que faltava algo! Algo que me fizesse verdadeiramente feliz. Era como se tivesse saltado a página no livro da minha vida, como uma página em branco. Faltavam-me aquelas alegrias e/ou desgostos normais da adolescência.

Saber o que queria, saber o significado daquela palavra insignificante “amar”. Não sabia o que isso era. Apenas que era um sentimento. Talvez desse alegrias, tristezas, talvez por causa dele derramássemos aquelas lágrimas de verdadeira tristeza. Aquele batimento forte no coração. Não sabia nada da vida. Era uma simples criança. Com alguma maturidade, é certo, mas sem saber o verdadeiro significado da tal palavra que causa muito.

Até que…até que apareceste tu! Senti um enorme arrepio dentro de mim quando te vi! Foi um sentimento estranho é certo, mas não liguei.

Fomo-nos conhecendo…enrrolámos palavras, adiámos conversas…

Entretanto os arrepios foram sendo cada vez mais frequentes…sentia um calor enorme quando te aproximavas. Talvez fosses o tal (pensei eu, confusa).

Algo mudou em mim! Eu cresci, já não me acho aquela criança que fui, a minha maturidade, também ela própria cresceu.

Tu fizeste com que despertasse um sentimento novo em mim. Talvez fosse amor, não sabia ao certo. Eu só sabia que queria estar contigo, que me sentia muito feliz quando estávamos juntos.

Aos poucos comecei a perceber que o que sentia por ti era forte. O mais certo e mais óbvio era o sentimento de paixão. Pela primeira vez eu estava apaixonada, e de verdade por sinal.

Revelei-te o que sentia...apenas disseste que não querias que sofresse.
Apoiaste-me, trataste-me bem. Mas não me dizias o que sentias, então decidi ser eu a dar o primeiro passo.

Dei-te um beijo…aquele beijo que foi significativo para ambos, os olhares apaixonados diziam tudo. Talvez não o quisesses sentir, mas aconteceu! Olhas-te para mim com um olhar brilhante e molhado e disseste-me: “Amo-te! Pode não ser muito forte, mas já se pode dizer que o que sinto é amor. Mas sei que este puro sentimento vai crescer, só não quero voltar a sofrer.”

Não consegui reagir! Fiquei tão feliz que só consegui tocar naqueles lábios sensíveis.

Mais tarde, apercebemo-nos que o que ambos sentíamos, tinha crescido, tinha-se desenvolvido. Nem tu nem eu fizemos nada em relação ao que sentíamos.

Eu pedi-te que fossemos passear, e então tu, lá ganhaste coragem e pediste-me em namoro! Foi um pedido lindo. Um pedido diferente.

Senti algo tão bom. Eu aceitei! Disse sim com grande certeza e carregava um sorriso enorme no meu rosto!

Temos sido bastante felizes juntos. Todas as alegrias que me dás, todos os momentos que crias, todos os gestos, todas as palavras românticas. Todos os teus olhares suaves e brilhantes.

O tempo tem-se passado…já passámos por muito juntos! Passámos poucos meses , mas espectaculares. Nunca fui tão feliz. Tenho a certeza que não vamos ficar por aqui. Sei que ainda virão muitos e muitos mais meses durante os quais estaremos juntos.

As únicas certezas que tenho são que estes meses foram os melhores, mais lindos, mais criativos da minha vida e que te quero junto a mim para sempre.

Agora digo sem recear do que possa ser aquilo que sinto, que te amo mesmo de verdade.

E foi assim que preenchi a página que tinha em branco no grande mas incompleto livro da minha vida.

Agora que finalmente a consegui criar, jamais a arrancarei da minha vida e muito menos do meu coração.

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